Você é a forte. A que resolve, segura as pontas, não desaba. Todo mundo confia em você, e você se orgulha disso. Mas, por dentro, existe um cansaço que nenhum fim de semana cura.
Ser forte virou a sua identidade. Você aprendeu a dar conta de tudo, a não pedir, a não deixar ninguém ver quando dói. É uma armadura que protege, e que funciona, até o dia em que o corpo começa a cobrar a conta.
De onde vem essa força que não descansa
Quase sempre, você não escolheu ser assim: precisou. Talvez tenha tido que amadurecer cedo demais, cuidar de alguém, se virar sozinha. Ali você entendeu que precisar dos outros é perigoso, e que segurança é não depender de ninguém. Foi inteligente e corajoso. Mas o que salvou a menina, hoje aprisiona a mulher.
Força de verdade não é não precisar de ninguém. É poder se entregar, confiar e deixar ser cuidada.
O corpo fala o que você cala
A conta dessa hipervigilância costuma chegar como ansiedade, insônia, uma mente que não desliga, o corpo que adoece. E como uma solidão silenciosa: quando você nunca pode fraquejar, ninguém chega perto de verdade, porque você não deixa. No olhar sistêmico, muitas vezes há aí uma lealdade a outras mulheres da família que também tiveram que ser fortes demais.
Baixar a guarda, com segurança
Não se trata de deixar de ser capaz. É voltar a ter escolha: ser forte quando faz sentido, e poder descansar quando o corpo pede. Alguns primeiros passos:
- Permita-se, uma vez, não dar conta, e observe que o mundo não desaba.
- Peça uma ajuda pequena, e sustente o desconforto de receber.
- Descanse sem transformar o descanso em mais uma tarefa.
- Deixe uma pessoa de confiança te ver inteira, inclusive na parte que dói.
Você não precisa carregar tudo sozinha para ser digna de amor. Vamos aliviar esse peso juntas?
Cansada de carregar tudo sozinha?
Me conta um pouco do seu momento. Vamos ver juntas um caminho mais leve, em que você também possa ser cuidada.
Falar com a Lu